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Voltei pro meu velho vício, não que algum dia tenha parado com ele, mas ele era tanto que eu senti necessidade de guarda-lo um pouco. Ele tava retraído dentro de mim por um pseudoplano maligno de infância, foi então que um dia uma amiga com um carinho sem igual me bateu dizendo pra eu parar com a minha frescura e voltar a ler me convenceu e atingiu o meu orgulho dizendo "Tu vai deixar a Juliana te passar? Uma criança de sete anos! SETE ANOS!".

Muita gente acha que eu troquei aquele menino magrelo que morava no armário de baixo da escada pelo vampiro EMO e fresco solitário e romântico do Edward, mas não nem gosto do Edward, gosto mesmo é do Robert Pattinson, meu futuro marido, amor da minha vida, ar que eu respiro ♥. Mas enfim, isso não vem ao caso.

Voltando ao assunto: Harry Potter. Eu tinha medo que um dia os livros acabassem e eu não soubesse mais o que fazer da minha vida (ta, eu sei eu era uma criança emo ¬¬º). Os livros realmente iam acabar e eu tinha que parar com aquela frescura, então decidi parar de ler por um tempo, um tempo um pouco longo pode se dizer, e guardar em mim aquela parte que eu mais amo da série o PdA (Prisioneiro de Azkaban).

Mas escutar meus amigos comentando sobre os outros livros e pior comentando sobre o final era uma das coisas das quais essa triste escolha de parar me deixava de fora. Eu tinha que sair de perto com os ouvidos tampados, era aquela bela visão de uma criança tampando os ouvidos e cantando “lálálálá”. Sem falar nos encontros com os amigos que eram feitos justamente pra conversar sobre a série, eu ficava num cantinho sem me meter pra não falar merda e quando o assunto passava do PdA eu puxava outro assunto pra não ficar sabendo do resto da história sem nem ter lido. Era muito chato.

Então, um dia uma amiga carinhosa e gentil me convenceu com toda aquela doçura dela a voltar a ler. E hoje estou eu aqui trancada no quarto, lendo Harry Potter e mergulhando nos livros como antes e lembrando do tempo que minha mãe entrava no quarto me interrompendo (ela já fez isso umas 5 vezes hoje...) e eu ficava muito P da vida (... se ela fizer isso de novo eu mato, juro). Hihi




P.S.: Juro que vou tentar não abandonar o blog tanto assim. Beijocas felizes pra everybody.




Tudo muda.


Sinto falta de tantas coisas, algumas até bestas, mas que mesmo assim me faziam bem, mais feliz e menos diferente do mundo.
Às vezes me pego lembrando do ano passado, quando nada passava tão rápido como esse ano, que tudo era motivo de brincadeira e mais do que nunca a gente sabia se divertir e tinha a Lu por perto e os comentários únicos dela. E vejo que tudo passa tão rápido sem a gente perceber e não tem volta.
Também sinto muita falta do teatro que me ensinou muitas coisas, me ajudou a me conhecer e mesmo o pouco tempo que estive lá me senti parte de um grupo que sabia o que queria, que não fugia das dificuldades e que sempre quis dar o seu melhor.
Acho que esse ano ta passando tão rápido, porque sei que vou sentir muita falta dele por ser o último ano no colégio, por poder viver as "aventuras colegiais" pela última vez, mas eu sei que no meu futuro algo especial me espera. Talvez ano que vem eu conheça o Robert e vai que ele me pede em casamento, nunca se sabe, né?


To my parents


São mais que pais dedicados. São exemplos, amigos, daqueles que em qualquer momento vão sempre estar do teu lado te apoiando, e quando estiver fazendo algo errado vão ser os primeiros a puxar tua orelha, te estender a mão e dizer que você ta errado, mas que tudo vai ficar bem.
Vocês são as pessoas mais loucas, engraçadas, contagiantes, sinceras, e justas que eu já conheci.
A existência de vocês é tão essencial pro mundo, que sem vocês tudo fica sem graça. Vocês não fazem idéia da importância que tem pra mim. E por mais que existam brigas entre nós (isso é algo comum), continuamos unidos.
Existem tantas pessoas nesse mundo que sofrem por não ter pais ou por não ter pais presentes em suas vidas, e eu aqui com os pais mais perfeitos do mundo (claro até vocês tem seus defeitos que não vem ao caso comentar agora, mas mesmo assim ainda são perfeitos), isso chega até a ser injusto. Então, a única coisa que eu posso fazer quanto a isso é agradecer com todas as minhas forças pela existência de vocês, e pelo fato de serem meus pais.
Pode parecer besteira, coisa de criança, mas vocês são meus heróis, e eu não tenho vergonha de dizer isso, e vou dizer pra quem quiser ouvir.


Desculpa por todos os meus erros, e obrigada por me criar, me aturar, me ajudar a encontrar o caminho certo. Só queria que soubessem que os amo muito!

fear


Já tive medo do escuro, já tive medo de vampiro, já tive medo do Bicho-Papão, já tive medo do Fofão (tenho até hoje), já senti até aquele desesperado medo da morte. Mas esses eram apenas aqueles medos típicos de criança.
Hoje, tenho medo de não ter força pra superar as dificuldades, tenho medo de não realizar meus sonhos, tenho medo de decepcionar as pessoas que acreditam em mim, e as pesssoas que dependem de mim, tenho medo de não ser feliz, tenho medo de peder a criança que tem dentro de mim, mas o maior de todos os meus medos é o de perder as pessoas que eu amo, de olhar pro lado e não ver ninguem pra me apoiar.
Meu medo da morte evoluiu de medo da minha morte, para medo da morte de alguém importante pra mim. Porque eu fico pensando que se uma dessas pessoas morressem, ou sumissem, minha vida não seria mais completa, partes de mim seriam arrancadas, até porque sei que cada uma delas colabora com um pouco de si pro meu caráter e a minha personalidade que são formados por uma junção do que eu mais amo em cada um deles. Os amo tanto, que só de pensar nisso bate um desesperado medo de não tê-los sempre perto de mim.
Enfim, agora o mínimo que eu posso fazer por eles é estar sempre do lado deles, mostrar o quanto são importantes pra mim, e nunca desaponta-los.

my best friends


Não é uma, duas, mas sim um grupo de pessoas que eu considero melhores amigos, não porque temos algo em comum, ou porque cheiramos pó de flu rimos juntos - é isso colabora bastante -, mas sim porque eles conquistaram a minha confiança e eu a deles.
Confio neles por vários motivos complicados de se explicar, acho que é porque encontro a verdade nos olhos deles,(que emo isso) ah sei lá. Amizade é uma coisa bem confusa de se falar, às vezes a gente pode se enganar com uma pessoa, mas isso vale a pena, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", ê.
Outra coisa confusa é que a amizade não pode ser medida por tempo, tipo: ’Ah ela é minha melhor amiga porque eu conheço ela a anos’, isso é bobagem. Tenho amigas que considero melhores amigas que conheci a quatro meses, a quatro anos, a quatorze anos, tanto faz, porque mesmo que eu as conheça a menos tempo é como se eu já as conhecesse minha vida toda, e o que é legal é que todas elas tem a mesma importância pra mim.


complicated future


É estranho pensar que (se der tudo certo) ano que vem eu vou estar na universidade, longe das minhas amigas de uma vida toda, longe do colégio que eu estudei minha vida toda. E como eu sei que vai dar tudo certo, já me imagino nessa situação.
Vai ser estranho sim, claro. Passei anos indo todos os dias úteis -ou mais- para o mesmo lugar, encontrando as mesmas pessoas, formamos laços de amizade como se fôssemos uma segunda família, e uma coisa que me deixa insegura, é que do futuro ninguem sabe. Mas uma coisa é certa: levarei dessa experiência colegial lembranças boas e felizes, e amigos fiéis.

grow is strange



Um dia você é criança e não entende nada da vida mas pensa que entende tudo, e a nossa maior preocupação é descobrir qual será a próxima brincadeira. E no outro dia você já se vê tendo que fazer escolhas pro resto de sua vida, como 'o que vou fazer no vestibular?' ou coisa parecida, a única coisa que não muda com o tempo é que a gente continua sem entender nada, achando que entende tudo e que sabe tudo. Pode até parecer estranho uma garota de 16 anos falar sobre isso, mas são coisas que me vêm à cabeça.


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